O que amis admiro nos seres humanos é o interior. Pouco importa para mim se a pessoa tem olhos verdes, cabelos lisos e/ou um rostinho de arrancar suspiros, ou se tem um carro zero, celular de alta tecnologia e vários imóveis. Admirável mesmo é a parte intrínseca. De que adianta tantos bem materiais, se não existem os emocionais?
Para tornamos o mundo melhor o que vale mesmo são as características internas, aquelas que fazem parte do caráter e torna o ser humano ainda uma esperança para dias melhores. Para mim, o ser humano é muito mais admirável quando possui a humildade, a capacidade de assumir um erro. Quando tem a solidiariedade independente dos bens, com o costume de enxergar a necessidade de outrém. Quando o egoísmo nem faz parte do seu jeito de ser.
Hoje o costume é ter uma compatição acirrada para sermos o melhor em tudo e conseguirmos sempre mais. É comum nas escolas a competição interna para ser o melhor aluno, passar no vestibular com a maior média e ganhar um carro zero quilômetro (esse é o que vale mais). É comum dentro das universidades a busca para se ter destaque, até mesmo trapaceando alguns. É comum a correria incessante pelo melhor emprego e/ou pelo destaque duradouro naquele que nos encontramos. Tudo isso é válido gratificante, mas de que adianta encontrar o que desejamos ao nosso alcance, mas temos ao menos amor para dar. Esquecemos as pequenas coisas, aquelas que muitas vezes faz o dia de outrém melhor, como um Bom dia!, um Obrigada! ou até mesmo um leve sorriso.
Na correria da vida esquecemos de ser feliz com as pequenas e simples coisas. Esquecemos de escrever os melhores capítulos da vida.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Das coisas que sinto
As chuvas foram fortes, com trovoadas, mas hoje o sol acordou deixando o céu bem azulzinho, com nuvens bem espassas e dias assim me lembram você, que me arranca o meu melhor riso, que me remete a um passado para lá de bom, que faz sentir-me abraçada pelos meus próprios braços, que me fazem ter certezas.
Dias assim fazem meu olhos brilharem, pois dão a esperança de que coisas boas estão a caminho, e me fazem acreditar ainda mais que o melhor resultado está chegando, vai ser rápido, pois tempo nenhum determina nada quando falamos de amor. E quando falamos dele é onde encontramos mais forças para seguir em frente de cabeça bem erguida.
Hoje, eu acordei assim, com uma saudade grande de você, mas consciente de que você está buscando o melhor para você, para nós.
Dias assim fazem meu olhos brilharem, pois dão a esperança de que coisas boas estão a caminho, e me fazem acreditar ainda mais que o melhor resultado está chegando, vai ser rápido, pois tempo nenhum determina nada quando falamos de amor. E quando falamos dele é onde encontramos mais forças para seguir em frente de cabeça bem erguida.
Hoje, eu acordei assim, com uma saudade grande de você, mas consciente de que você está buscando o melhor para você, para nós.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Chegou! Chegou!
Bateu na porta e já entrou o mês do carnaval e só depois dele é que o ano efeteivamente começa, ops, o meu já começou, já corro atrás dos meus objetivos traçados nas vésperas de 2010.
Agora é esperar para pular e aproveitar mais um.
Volto com mais tempo aqui com coisitas depois.
Agora é esperar para pular e aproveitar mais um.
Volto com mais tempo aqui com coisitas depois.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
De vez em quando bate saudade
Olho o céu bem azul, característica do verão nordestino. Corro para a praia e fico a ver os indos e vindos das ondas que me colocam a pensar e refletir. Lembro de uma infância feliz, aquela que me pertenceu e que faz os meus olhos brilharem de saudade. Lembro das minhas férias infantis, aquelas sem responsabilidade que me levava para o interior, onde eu vivia tudo com muita intensidade, onde eu era criança de verdade. As férias que têm histórias e aprendizados, de onde me tornei a adulta cheia de histórias para contar. Onde aprendi que é necessário cair, levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, que obstáculos íam existir para a vida toda e que seria necessário encarar de cabeça erguida para que se chegasse ao objetivo almejado.
Tenho lembranças viva das comidas da minha avó Isaura, que fazia questão de preparar tudo bem fresquinho, como o velho mexidinho de chuchu, aquele que ninguém consegue fazer igual. Das jogatinas até altas horas. Das minhas dormidas no sofá antes de ir para a cama, do frio que aquela cidade faz.
Hoje passeio pela cidade e a casa não é mais a mesma coisa, o muro que eu brincava é o jardim que era a residência das minhas bonecas já não mais existem, mas a minha memória viva lembra de tudo nos mínimos detalhes.
O bom da vida é ter lembrança, porque assim vamos juntamos as peças e perceberemos que temos muito o que contar e viver a melhor solução para muitas coisas.
____
Texto porque bateu uma saudade irremediável da minha vozinha e lembrei que era nos meses de janeiro que eu escrevia a minha história por aquelas terras.
Tenho lembranças viva das comidas da minha avó Isaura, que fazia questão de preparar tudo bem fresquinho, como o velho mexidinho de chuchu, aquele que ninguém consegue fazer igual. Das jogatinas até altas horas. Das minhas dormidas no sofá antes de ir para a cama, do frio que aquela cidade faz.
Hoje passeio pela cidade e a casa não é mais a mesma coisa, o muro que eu brincava é o jardim que era a residência das minhas bonecas já não mais existem, mas a minha memória viva lembra de tudo nos mínimos detalhes.
O bom da vida é ter lembrança, porque assim vamos juntamos as peças e perceberemos que temos muito o que contar e viver a melhor solução para muitas coisas.
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Texto porque bateu uma saudade irremediável da minha vozinha e lembrei que era nos meses de janeiro que eu escrevia a minha história por aquelas terras.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Uma boa reflexão
Hoje, ao atender ao telefone que insistentemente exigia atenção, o meu mundo desabou. Entre soluços e lamentos, a voz do outro lado da linha me informava que o meu melhor amigo, meu companheiro de jornada, meu ombro camarada, havia sofrido um grave acidente, vindo a falecer quase que instantaneamente.
Lembro de ter desligado o telefone, e caminhado a passos lentos para meu quarto, meu refúgio particular. As imagens de minha juventude vieram quase que instantaneamente a mente. A faculdade, as conversas em volta da lareira até altas horas da noite, os amores não correspondidos, as confidencias ao pé do ouvido, as colas, a cumplicidade, os sorrisos. - Ah, os sorrisos - como eram fáceis de surgir naquela época. Lembrei da formatura, de um novo horizonte surgindo, das lágrimas e despedidas, e principalmente, das promessas de novos encontros.
Lembro perfeitamente de cada feição do melhor amigo que já tive em toda a vida: em seus olhos a promessa de que eu nunca seria esquecido. E realmente, nunca fui. Perdi a conta das vezes em que ele carinhosamente me ligava quando eu estava no fundo do poço. Ou das mensagens - que nunca respondi - que ele constantemente me enviava, enchendo minha caixa postal eletrônica de esperanças e promessas de um futuro melhor. Lembro que foi o seu rosto preocupado que vi quando acordei de minha cirurgia para retirada do apêndice. Lembro que foi em seu ombro que chorei a perda de meu amado pai. Foi em seu ouvido que derramei as lamentações do noivado desfeito. Apesar do esforço para vasculhar minha mente, não consegui me lembrar de uma só vez em que tenha pegado o telefone para ligar e dizer a ele o quanto era importante para eu contar com a sua amizade. Afinal, eu era um homem muito ocupado. Eu não tinha tempo. Não lembro de uma só vez em que me preocupei de procurar um texto edificante e enviar para ele, ou qualquer outro amigo, com o intuito de tornar o seu dia melhor. Eu não tinha tempo. Não lembro de ter feito qualquer tipo de surpresa, como aparecer de repente com uma pizza e um coração aberto disposto a ouvir. Eu não tinha tempo. Não lembro de qualquer dia em que eu estivesse disposto a ouvir os seus problemas. Eu não tinha tempo. Acho que eu nunca sequer imaginei que ele tinha problemas. Só agora vejo com clareza o meu egoísmo. Talvez - e este talvez vai me acompanhar eternamente - se eu tivesse saindo de meu pedestal egocêntrico e prestado um pouco de atenção e despendido um pouquinho do meu sagrado tempo, meu grande amigo não teria bebido ate não agüentar mais e não teria jogado sua vida fora ao perder o controle de um carro que com certeza, não tinha a mínima condição de dirigir.
Talvez, ele, que sempre inundou o meu mundo com sua iluminada presença, estivesse se sentindo sozinho. Ate mesmo as mensagens engraçadas que ele constantemente deixava em minha secretaria eletrônica, poderiam ser seu jeito de pedir ajuda. Aquelas mesmas mensagens que simplesmente apaguei da secretaria eletrônica, jamais se apagarão da minha consciência. Estas indagações que inundam agora o meu ser nunca mais terão resposta. A minha falta de tempo me impediu de responde-las. Agora, lentamente escolho uma roupa preta - digna do meu estado de espírito - e pego o telefone. Aviso o meu chefe de que não irei trabalhar hoje - e quem sabe nem amanha, nem depois .... -, pois irei tirar o dia para homenagear com meu pranto a uma das pessoas que mais amei nesta vida.
Ao desligar o telefone, com surpresa eu vejo, entre lagrimas e remorsos, de que para isto, para acompanhar durante um dia inteiro o seu corpo sem vida, eu TIVE TEMPO!
Já fazem muitos anos que escrevi este desabafo no diário de minha vida. Em parte para aliviar a dor que acoitava minha alma. Hoje estou casado, tenho dois filhos e todo o tempo do mundo. Descobri que se você não toma as rédeas da sua vida o tempo o engole e escraviza. Trabalho com o mesmo afinco de sempre, mas somente sou "o profissional" durante o expediente normal. Fora dele, sou um ser humano. Nunca mais uma mensagem da minha secretaria eletrônica ficou sem pelo menos um "oi" de retorno. Procuro constantemente encher a caixa eletrônica dos meus amigos com mensagens de amizade e dias melhores. Escrevo cartões de aniversario e de Natal, sempre lembrando as pessoas de como elas são importantes para mim. Abraço constantemente meus irmãos e minha família, pois os laços que nos unem são eternos. Acompanhei cada dentinho que nasceu na boquinha de meus filhos, o primeiro passo, o primeiro sorriso, a primeira palavra. São momentos inesquecíveis. Procuro sempre "fugir" com minha esposa e voltar aos tempos em que éramos namorados e prometíamos desbravar o mundo. Esses momentos costumam desaparecer com o tempo, e todo o cuidado é pouco. É preciso cultivar o relacionamento como uma frágil flor que requer cuidados constantes, mas que te brinda com sua beleza inenarrável. Nunca mais deixei um amigo sem uma palavra de conforto; ou um inimigo sem uma oração. Distribuo sorrisos e abraços a todos que me rodeiam - afinal, para que guardá-los? Pelo menos uma vez por mês, levo minha família a praia. Carrego a certeza de que sempre terei tempo para o amor e suas formas mais variadas. E sabe de uma coisa? Eu sou muito, muito mais feliz!
Autor Desconhecido
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
=)
Nada nelhor que ouvi: "Você faz parte do meu melhor sorriso..."
E essas coisas só nos motivam para seguirmos em frente.
E essas coisas só nos motivam para seguirmos em frente.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
o primeiro a gente não esquece
Eu já sabia que eu cresci, que eu não sou mais a menininha que recebe mesada para gastar em shows. Hoje já sou adulta com as minhas tantas responsabilidades e obrigações. Com um emprego que me faz acordar quando ainda é noite (odeio acordar cedo). Com contas que eu assumi e tenho que pagar, com planos para um futuro bem próximo. Com metas que eu mesma tracei e que vou cumprí-las. Com vontades que são só minhas. Com desejos e objetivos.
Ontem eu senti que alguns outros pesos estão chegando, não diria peso, afinal é a minha vontade, quando comprei o meu primeiro ítem da minha futura casa, isso mesmo o meu primeiro item e com a ajuda dele, um jogo de jantar do jeito que sempre quis, todo branco, bem branco. Na vontade de logo reunir amigos.
Lá dentro de mim a ficha balançou, uma hora ela cai.
Ontem eu senti que alguns outros pesos estão chegando, não diria peso, afinal é a minha vontade, quando comprei o meu primeiro ítem da minha futura casa, isso mesmo o meu primeiro item e com a ajuda dele, um jogo de jantar do jeito que sempre quis, todo branco, bem branco. Na vontade de logo reunir amigos.
Lá dentro de mim a ficha balançou, uma hora ela cai.
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